Bom, nem sei por onde começar esse post, pq hoje vi e fiz tanta coisa, que vai ser necessário não detalhar muito... Bom, acordei e fui com a Miriam de Metro até a praça Catalunya. Chegamos cedinho pra podermos aproveitar mais o dia no Barcelona Bus Turístic.
O tal ônibus turismo aqui em Barcelona, praqueles que não conhecem, tem 3 linhas, duas delas mais famosas, a vermelha e azul, dividem a cidade em norte e sul. Então, comprando o ticket de 1 dia inteiro (18 €) é possível descer ou subir em diversas paradas que ficam próximas a pontos turísticos durante todo o dia.
Com isso, pessoas como eu conseguem ir até mesmo aos pontos mais distantes, não servidos por linhas de metrô, por exemplo. Aliás, vou sair do assunto um pouquinho pra ressaltar a qualidade do transporte público daqui. De metrô se vai para muitos lugares. As linhas são bem planejadas, os trens bem conservados, a periodicidade muito boa... Quem vem a Barcelona pode confiar no Metro, pq ele funciona MESMO.
Primeira parada: a Sagrada Família do Gaudí. Ícone dessa terrinha, a tal catedral é uma coisa de outro mundo. Saber que ela começou a ser construída antes de 1900 e que depois que eu morrer ainda vai levar muito tempo pra ficar pronta, fez eu me sentir pequeno... hehehe
A idéia de retomar o conceito das catedrais góticas em tantos aspectos (incluíndo o cronograma de construção, que atravessava muitas gerações) é algo, no mínimo, surpreendente.
A visita é muito bacana, pra ver esse sonho do seu Antoni criando forma.
Depois da Sagrada Família, segue o festival Gaudí... fui até o maravilhoso Park Güell, onde o dia bonito e ensolarado foi a moldura perfeita pra visita.
De volta ao ônibus, passamos pelo estádio do Barça. A visita é bem bacana e vale a pena, apesar de carinha. A gente anda por todo o estádio: saída para o gramado (túnel), os três níveis de arquibancada, tribuna de imprensa, vestiários, sala de entrevistas e termina no museu. A loja do Barça tem tudo que se pensar que possa e nao possa levar a marca do Barcelona. Antes que alguém pergunta, nao tinha treino e nem tampouco vi o Ronaldinho. hehehehe
Aliás, por falar em visita carinha, aqueles que como eu ainda não criaram vergonha na cara e ainda tem um vínculo com Universidade como aluno façam a tal carteirinha de estudante internacional antes de vir. Ela da desconto nos lugares mais inimagináveis e se paga em 2 ou 3 dias de viagem.
Seguindo o baile, trocamos de linha (estávamos na vermelha-norte, passamos pra azul-sul) no ponto Francesc Macià-Diagonal. A idéia era ir em direção ao sul e aproveitar os museus que ficam abertos até um pouquinho mais tarde, na região de Montjuïc. E assim fomos.
Essa parte do passeio de ônibus é legal fazer de dia, com sol, na parte de cima do ônibus. E de preferência, com a máquina com as baterias completas (infelizmente esse detalhe me fugiu), pq essa região de Barcelona é muito linda.
A gente passou pela estação de trens da Renfe, que se chama Sants. Foi onde cheguei e de onde vou partir de Barcelona. Pertinho dali, tem a Plaça d'Espanya, outro espetáculo à parte. No centro dela tem uma fonte linda, esculpida pelo Josep Maria Jujol (que era um dos maiores colaboradores de Gaudí). Essa praça foi feita como porta de entrada pra Exposição Internacional de 1929 e depois utilizada também nos Jogos Olímpicos de 1992.
Parada seguinte: Pavelló Mies van der Rohe. Minha primeira frustração de viagem foi aqui. Por absoluta falta de tempo (os museus importantes iam fechar) acabei não visitando. Os que me conhecem sabe que sou fã desse velho maluco e ainda não vi nenhuma obra dele de pertinho. Mas essas "não vistas" é que motivam as inevitáveis voltas!
Sem descer na parada do Mies, fomos direto pro Museu Nacional de Arte Catalã. Pros íntimos, apenas MNAC. Com um dos maiores acervos de arte Românica e Gótica de toda a Europa, o MNAC impressiona. Desde a sua entrada (o prédio é imponente e fica no alto do morro, o que proporciona uma vista incrível pra Plaça d'Espanya) até suas galerias, terminando o passeio em sua abóboda gigantesca. Como todos os museus daqui, tem uma lojinha muito bacana.
As exposições temporárias também valeram a pena: Cubismo (a coleção da Telefónica de España), Cartazes do Toulouse-Lautrec e de um artista local maldito (absolutamente desconhecido pra mim, aliás): um catalão chamado Francesc Gimeno. Por essas e outras, o tal Articket vale muito a pena.
Adiante em nosso trajeto, passamos pela Anella Olímpica, sede dos Jogos Olímpicos de 1992. Como não é meu forte - vocês bem sabem - preferi assistir a isso de cima do ônibus, sem descer, que é pra não cansar. hahaha
Inevitável era conhecer a Fundació Joan Miró. :) Lá está a escultura do Calder que eu mais queria ver em toda essa viagem: a fonte de mercúrio. Claro, já na entrada, do lado esquerdo uma enorme escultura vermelha, assinada com um AC. E essa, é uma das grandes do Calder, quando ele já tava na fase de obras de dimensões maiores, para serem colocadas em locais externos, interagindo com o entorno. Do lado direito, uma bela escultura do próprio Miró. A Fundação é bem bacana, com obras muito legais do Miró. A tal escultura do Calder, com mercúrio correndo como se fosse uma fonte, é lindíssima. Não preciso dizer que ao vivo é ainda mais impressionante. O cara era o cara.
Respondendo a meu amigo Marshal Lauzer: sim! Alexander Calder era o garoto dos móbiles. Resumindo a ópera, o Calder foi o criador de um conceito novo de escultura, batizado pelo próprio Miró de "Stabile". Quando criou esse conceito de esculturas suspensas, com partes móveis que adquiriam movimentos aleatórios, outro amigo dele famoso, um tal Marcel Duchamp (hehehe) não ficou pra trás do Miró e batizou: "isso vai se chamar Móbile".
Depois disso, a linha Sul do Bus Turístic leva a gente pra parte do porto de Barcelona. Lá passa em frente ao World Trade Center (um prédio em formato de navio), passando então pelo monumento a Colom (final da Rambla) e o Port Vell, onde fica o L'Aquàrium, do qual já falei.
Com o final de tarde chegando, dia cansativo, descemos em frente ao Museu d'Història de Catalunya. Ali tem um série de restaurantes, com mesas na rua, de onde se avista o Mediterrâneo. Ponto alto da gastronomia: ali sentamos e pedimos uma Paella Marinara, a qual foi devidamente degustada sob a luz em vários tons de azul, rosa e lilás de um belo pôr-do-sol de Barcelona. Fim do dia cheio!
Wednesday, April 12, 2006
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