Sunday, April 16, 2006
Ai, ai, ai, ai... tá chegando a hora...
Peguei o mochilão e atravessei a cidade pelo seu subterrâneo, me utilizando de um ótimo sistema de metrô. Cheguei ao Aeroporto Internacional de Barajas, em Madrid e não foi difícil achar o check-in da Varig.
Agora, de cartão de embarque em punho, era só uma questão de tempo pra estar voando de volta ao Brasil. Foram praticamente 10 dias envolvido nesta viagem que passou por Porto Alegre, São Paulo, Madrid e Barcelona. O saldo, positivo. Menos o bancário, claro. Pagar em Euro dói pra quem recebe em Real como nós, brasileiros comuns.
Aproveito o tempo de sobra no aeroporto e vou até um terminal de Internet da Telefónica, pra conferir os emails. Recebi um da Miriam, pedindo por novidades e me mandando fotos de coisas que fizeram em Barcelona depois que sai de lá.
Espero que fique tudo bem com eles, Marcelo, Marta, Miriam... Vou sentir saudade dos novos amigos europeus que fiz. E já sinto saudade de ouvir as pessoas falando em catalão ao meu redor.
São 619 fotografias, ao todo. Uma boa maneira de recordar essa viagem tão bacana que pude fazer.
Hora de embarcar para o Brasil. São 10 horas e 45 minutos até Guarulhos dentro do mesmo avião que me trouxe pra Espanha. De lá consegui pegar um lugar no vôo 2126 da Varig, que saia de Guarulhos às 23:30 (destino Porto Alegre, escala em Floripa).
E assim, termina minha aventura por aquele pedacinho da península ibérica. Praqueles que curtem, aguardem sessãozinha de fotos em breve, brevíssimo.
Um grande beijo e um grande abraço e muito obrigado pela companhia e pela audiência, nesses dias de Blog. :)
Até a próxima viagem! ;)
Saturday, April 15, 2006
Enfim, Madrid!
Depois de 5 horas a bordo do Altaria, de Barcelona pra Madrid, chego na cidade e confirmo o que muita gente me disse: vai ser difícil gostar tanto de Madrid agora, depois de ter visto a capital Catalã. Bom, pelo menos a estação de trem deles é mais bonita. hehehe
Primeira missão: encontrar um lugar pra ficar, pois já são 15 horas. Já está decidido: com essa boataria toda sobre a Varig, me voy amanhã mesmo pra casa. To bem cansado e bateu uma vontade de ir embora, mesmo.
Claro que no feriadão de páscoa Madrid está próxima do seu estado vegetativo. Infelizmente não havia mais vagas no Albergue da Juventude. Como disse a Miriam, na pior das hipóteses, durmo no aeroporto. Mas ainda tenho uma agenda a cumprir aqui... hehehe.
No próprio albergue me indicaram um hostal ali pertinho, onde consegui um quarto individual por 15 euros. E por uma noite apenas! ehehehe. O dono me deixou claro que tinha que desocupar na manhã seguinte.
Com o Museu do Prado fechado, me restou a opção de visitar o Reina Sofia. Acervo impressionante. Um prédio imenso e muito bem organizado, com 2 andares inteiros que contam com obras dos mais variados artistas. Além da Guernica (sim, eu vi a Guernica de pertinho!!!), ainda tem obras de muita gente bacana...
Por falar em ver de pertinho, acreditem... nenhuma reprodução em livros ou fotos do azul do Yves Klein corresponde verdadeiramente ao original. Cacete... o azul do sujeito é realmente muuuuuuito bonito. Agora entendo melhor ainda a obstinação dele a esse respeito.
Visto o Reina Sofia inteiro (quase morri caminhando), é hora de cumprir mais um compromisso e visitar o mundialmente famoso Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid.
Claaaaro que o "sofrenildo" chegou lá 3 minutos depois do horário de visita e, assim como o Museu do Prado, ficou pra minha próxima ida a España. Felizmente consegui comprar o que queria na lojinha do Real. Tirei fotos por fora do estádio, pra levar de recordação, mas fiquei chateado de não conseguir visitar por dentro.
De volta a Puerta del Sol, hora de comer. Aproveitei pra conhecer uma "porcaria-fast-food" nova: o tal KFC. Não sei se vocês conheciam, mas eu não!
No entanto, apesar de ser basicamente frango frito (nas formas mais calóricas o possível), achei uma opção bem interessante, com nuggets feitos de queijo e pimenta jalapeño, mais um sanduba. Experimentei e não me arrependi... beeeeem bom. Pena que em Porto Alegre não tem!!!
Na volta pro hostal, passei numa LAN pra acessar a Internet. Vou dormir cedo, podre de cansado... é hora de se preparar pra voltar.
Beijos e abraços!
Correria, correria!
Na Cidade Velha, a primeira decepção: o Museu Picasso de Barcelona tem fila dando a volta na quadra. Impossível esperar. Fica pra outra. Me toquei pra Fundació Antoni Tàpies, a segunda decepção do dia. O prédio é muito legal, a fundação tem uma enorme biblioteca mas.... obras do Tàpies que é bom... meia dúzia. Poxa, na mostra que vi no Brasil, no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, tinha muito mais coisa dele do que na própria fundação. Mas não há de ser nada...
Voltei pra Plaça de Catalunya e cumpri minha única obrigação consumista em benefício próprio... Como meu bonezinho do Hard Rock Cafe de Buenos Aires tá mais pra lá do que pra cá (8 anos me acompanhando...), passei no Hard Rock Barcelona pra comprar um novo. Achei um bem bonito, mas claro que a tradição de preços absurdos deles continua, ainda 8 anos depois... 16.50 €.
Peguei o metrô e fui encontrar os recém-casados para um almoço com os pais da Marta. Realmente meu apreço pelos catalãos só aumenta. Gente da melhor qualidade: divertidos, simpáticos e atenciosos. Sai correndo em direção à Estació Sants. Chegando lá, mais uma decepção: me esqueci da tal Semana Santa e nem me dei conta que os trens estariam lotados. Resultado: acabei tendo que marcar passagem pro outro dia, de manhã.
A Miriam, que estava derrubada desde ontem por conta de uma virose tipo gripe me pareceu melhor quando voltei pra casa. Acabamos saindo juntos pra olhar uns eletrônicos, numa rua que o Marcelo indicou. Se acha coisa bem barata por aqui. E com o tal do Tax Free, onde eles te devolvem parte dos impostos pagos, os preços, ainda que em Euro, ficam bem atrativos para algumas coisas.
Depois disso, voltamos ao Museu Picasso, desta vez com uma fila bem menor. Muita coisa boa do cara num prédio que por si só já é uma obra de arte, em La Ribera. Um bairro medieval de Barcelona onde o próprio Picasso viveu seus anos de juventude. Picasso também era o cara.
Especial destaque, nesse museu, pra série de pinturas que ele fez inspirado no quadro "Las Meninas", do Velázquez. Vale a pena parar e olhar com muita atenção para a maneira como ele chegou à abstração a partir do quadro original.
Hora de ir pra casa. Amanhã embarco pra Madrid. A viagem está chegando ao final...
Wednesday, April 12, 2006
Dia cheio, cheio mesmo!
O tal ônibus turismo aqui em Barcelona, praqueles que não conhecem, tem 3 linhas, duas delas mais famosas, a vermelha e azul, dividem a cidade em norte e sul. Então, comprando o ticket de 1 dia inteiro (18 €) é possível descer ou subir em diversas paradas que ficam próximas a pontos turísticos durante todo o dia.
Com isso, pessoas como eu conseguem ir até mesmo aos pontos mais distantes, não servidos por linhas de metrô, por exemplo. Aliás, vou sair do assunto um pouquinho pra ressaltar a qualidade do transporte público daqui. De metrô se vai para muitos lugares. As linhas são bem planejadas, os trens bem conservados, a periodicidade muito boa... Quem vem a Barcelona pode confiar no Metro, pq ele funciona MESMO.
Primeira parada: a Sagrada Família do Gaudí. Ícone dessa terrinha, a tal catedral é uma coisa de outro mundo. Saber que ela começou a ser construída antes de 1900 e que depois que eu morrer ainda vai levar muito tempo pra ficar pronta, fez eu me sentir pequeno... hehehe
A idéia de retomar o conceito das catedrais góticas em tantos aspectos (incluíndo o cronograma de construção, que atravessava muitas gerações) é algo, no mínimo, surpreendente.
A visita é muito bacana, pra ver esse sonho do seu Antoni criando forma.
Depois da Sagrada Família, segue o festival Gaudí... fui até o maravilhoso Park Güell, onde o dia bonito e ensolarado foi a moldura perfeita pra visita.
De volta ao ônibus, passamos pelo estádio do Barça. A visita é bem bacana e vale a pena, apesar de carinha. A gente anda por todo o estádio: saída para o gramado (túnel), os três níveis de arquibancada, tribuna de imprensa, vestiários, sala de entrevistas e termina no museu. A loja do Barça tem tudo que se pensar que possa e nao possa levar a marca do Barcelona. Antes que alguém pergunta, nao tinha treino e nem tampouco vi o Ronaldinho. hehehehe
Aliás, por falar em visita carinha, aqueles que como eu ainda não criaram vergonha na cara e ainda tem um vínculo com Universidade como aluno façam a tal carteirinha de estudante internacional antes de vir. Ela da desconto nos lugares mais inimagináveis e se paga em 2 ou 3 dias de viagem.
Seguindo o baile, trocamos de linha (estávamos na vermelha-norte, passamos pra azul-sul) no ponto Francesc Macià-Diagonal. A idéia era ir em direção ao sul e aproveitar os museus que ficam abertos até um pouquinho mais tarde, na região de Montjuïc. E assim fomos.
Essa parte do passeio de ônibus é legal fazer de dia, com sol, na parte de cima do ônibus. E de preferência, com a máquina com as baterias completas (infelizmente esse detalhe me fugiu), pq essa região de Barcelona é muito linda.
A gente passou pela estação de trens da Renfe, que se chama Sants. Foi onde cheguei e de onde vou partir de Barcelona. Pertinho dali, tem a Plaça d'Espanya, outro espetáculo à parte. No centro dela tem uma fonte linda, esculpida pelo Josep Maria Jujol (que era um dos maiores colaboradores de Gaudí). Essa praça foi feita como porta de entrada pra Exposição Internacional de 1929 e depois utilizada também nos Jogos Olímpicos de 1992.
Parada seguinte: Pavelló Mies van der Rohe. Minha primeira frustração de viagem foi aqui. Por absoluta falta de tempo (os museus importantes iam fechar) acabei não visitando. Os que me conhecem sabe que sou fã desse velho maluco e ainda não vi nenhuma obra dele de pertinho. Mas essas "não vistas" é que motivam as inevitáveis voltas!
Sem descer na parada do Mies, fomos direto pro Museu Nacional de Arte Catalã. Pros íntimos, apenas MNAC. Com um dos maiores acervos de arte Românica e Gótica de toda a Europa, o MNAC impressiona. Desde a sua entrada (o prédio é imponente e fica no alto do morro, o que proporciona uma vista incrível pra Plaça d'Espanya) até suas galerias, terminando o passeio em sua abóboda gigantesca. Como todos os museus daqui, tem uma lojinha muito bacana.
As exposições temporárias também valeram a pena: Cubismo (a coleção da Telefónica de España), Cartazes do Toulouse-Lautrec e de um artista local maldito (absolutamente desconhecido pra mim, aliás): um catalão chamado Francesc Gimeno. Por essas e outras, o tal Articket vale muito a pena.
Adiante em nosso trajeto, passamos pela Anella Olímpica, sede dos Jogos Olímpicos de 1992. Como não é meu forte - vocês bem sabem - preferi assistir a isso de cima do ônibus, sem descer, que é pra não cansar. hahaha
Inevitável era conhecer a Fundació Joan Miró. :) Lá está a escultura do Calder que eu mais queria ver em toda essa viagem: a fonte de mercúrio. Claro, já na entrada, do lado esquerdo uma enorme escultura vermelha, assinada com um AC. E essa, é uma das grandes do Calder, quando ele já tava na fase de obras de dimensões maiores, para serem colocadas em locais externos, interagindo com o entorno. Do lado direito, uma bela escultura do próprio Miró. A Fundação é bem bacana, com obras muito legais do Miró. A tal escultura do Calder, com mercúrio correndo como se fosse uma fonte, é lindíssima. Não preciso dizer que ao vivo é ainda mais impressionante. O cara era o cara.
Respondendo a meu amigo Marshal Lauzer: sim! Alexander Calder era o garoto dos móbiles. Resumindo a ópera, o Calder foi o criador de um conceito novo de escultura, batizado pelo próprio Miró de "Stabile". Quando criou esse conceito de esculturas suspensas, com partes móveis que adquiriam movimentos aleatórios, outro amigo dele famoso, um tal Marcel Duchamp (hehehe) não ficou pra trás do Miró e batizou: "isso vai se chamar Móbile".
Depois disso, a linha Sul do Bus Turístic leva a gente pra parte do porto de Barcelona. Lá passa em frente ao World Trade Center (um prédio em formato de navio), passando então pelo monumento a Colom (final da Rambla) e o Port Vell, onde fica o L'Aquàrium, do qual já falei.
Com o final de tarde chegando, dia cansativo, descemos em frente ao Museu d'Història de Catalunya. Ali tem um série de restaurantes, com mesas na rua, de onde se avista o Mediterrâneo. Ponto alto da gastronomia: ali sentamos e pedimos uma Paella Marinara, a qual foi devidamente degustada sob a luz em vários tons de azul, rosa e lilás de um belo pôr-do-sol de Barcelona. Fim do dia cheio!
Tuesday, April 11, 2006
MACBA e Gaudí
Bom, ontem finalmente conseguimos entrar no MACBA. Com o tal de "articket BCN", a gente consegue visitar 7 dos principais centros de arte de Barcelona por apenas 20 €. Uma das coisas que torna o preço bastante atrativo é que o ticket vale para exposições temporárias e permanentes (que são cobradas a parte, na maioria dos lugares).No MACBA vi, pela primeira vez ao vivo e a cores, um Calder. :) Simplinho e tal... mas sabe como é, o primeiro Calder a gente nunca esquece. Tinha muitas outras coisas bacanas por lá, fotografei tudo e mostro depois, pros interessados em arte contemporânea.
O prédio do MACBA é muito bonito e os espaços bastante apropriados para exposições... aliás, esse também foi um debut: é o primeiro prédio do Richard Meier que visito. Resquícios de conhecimentos de um ex-estudante de arquitetura.
Falando em arquitetura, depois de sair do MACBA tive uma das experiências mais bacanas da minha vida. Fomos até a Casa Milà, "La Pedrera". Cacete, é visitando um lugar como esse que a gente percebe como se perde detalhes vendo apenas através de fotografias. Eu sempre achei o Gaudí e suas idéias malucas uma paulada, mas ao vivo... é indescritível.
O prédio é tido como a obra mais ousada do cara. Foi o último "prédio civil" construído por ele. A visita é muito bacana, pois inclui um guia eletrônico para guiar o visitante. O passeio inclui ainda uma graaaande e detalhada explicação sobre a vida de Antoni Gaudí, suas influências, seus estudos... tem um monte de maquetes bacanas dos prédios mais famosos e demostrações de suas audácias estruturais. Vale a pena mesmo.
Até pq, a segunda parte da visita é no topo do prédio, que por si só já vale o ingresso (o articket BCN inclui a Pedrera e a gente nem precisa ficar na imensa fila pra comprar entrada).
Depois o passeio se conclui no pavimento abaixo, onde a Fundació Caixa Catalunya (dona do prédio) recriou um apartamento ambientado no início do século XX, com seus móveis e decoração.
Falando em exposição temporária, vejam que sorte a minha: além de conhecer essa maravilhosa obra do Gaudí, ainda encontrei um velho conhecido meu da Rússia por lá... Simmmm... A exposição temporária que está acontecendo lá é de ninguém mais, ninguém menos do que o Malevitch. E a exposição é muito boa, com muitos originais bem conhecidos do sujeito. E o melhor: essa mostra é de grátis! Por isso, quem vier a Barça até 25 de junho não tem desculpa pra não visitar.
Bom, acordei cedo hoje pra postar sobre o dia de ontem, pq ontem estava morto e não consegui postar. Mas agora me voy, pq o dia promete. Depois tem mais....
Abraços e beijos!!
Sunday, April 09, 2006
Dia de passear por Las Ramblas
Quando a cidade fica na beira d'água, acho que é naturalmente mais fácil se achar, se orientar.
A programação hoje era visitar o MACBA (Museu d'Art Contemporani de Barcelona) e o CCCB (Centre de Culture Contemporània de Barcelona). Ao chegar no MACBA, descobrimos que domingo ele tem horário reduzidíssimo, ou seja, ficou pra amanhã. A saída foi passar adiante na agenda e ir até o CCCB.
Este, por sorte, fica aberto até mais tarde.
No CCCB está a "EXPO Erice-Kiarostami. Correspondències". O ingresso tem um valor razoável (3.30 €, com desconto para estudante) e o prédio é sensacional. A mostra conta a trajetória dos dois artistas (Víctor Erice, espanhol, e Abbas Kiarostami, iraniano) e faz relação entre as obras de ambos. Muitas instalções com vídeo e lindas fotografias de Kiarostami. Minha parte favorita ficou sendo uma instalação de Kiarostami chamada "meu jardim", que era uma sala com todas as paredes espelhadas e postes cilindricos que iam até o teto, revestido de foto de textura de um caule. Assim, com os reflexos infinitos dos espelhos, tinha-se a clara impressão de se estar em uma floresta. Beeem bacana!
Depois do CCCB, optamos por passar pela Cidade Velha e pelo Bairro Gótico. De bicicleta isso acontece rapidinho. Em em seguida chegamos na beira do mar, no Passeig de Colom.
Atravessando a rua, se chega ao Port Vell.
Mais uma vez, obrigado minha querida amiga Carina, pois graças ao teu incentivo, me decidi por conhecer o L'aquàrium.
Típico passeio nada cult, mas muuuuuito legal de se fazer. Ingresso carinho: 13.50 €. O desconto de estudante é 10%. O aquário é demais. Aquele típico programa pra relaxar e não pensar em nada muito profundo. Nunca tinha visto um tubarão de tão perto. Tirei váaaarias fotos. :)
Ao final, ainda achei umas lembranças legais pra levar pros meus...
Mas assim como a Carina, recomendo: quem vier, vai curtir. O lance do túnel por dentro do aquário é muito legal.
Saindo de lá, fomos passear por Les Rambles (catalão). A gente passa pelo monumento a Colombo, que é um marco da cidade, tipo referência mesmo.
Ali ficam, entre outras coisas bacanas, o Museu de Cera (que ainda quero visitar), o Museu Marítim e Drassanes e a saída para os passeios de Golondrinas (barcos que fazem passeios pela costa de Barcelona - tb quero ir!).
O clima do lugar é demais, com artesãos e muitas pessoas passeando.
Ali encontra-se também uma loja do Burger King, que eu não podia deixar de visitar para comer o maravilhoso Angus (custava o McDonald's ser assim, feito com carne boa?!?).
Depois disso, fui com a Miriam pra ela comprar alguns souvenirs e voltamos para casa. Afinal, era dia de greNAL e eu queria ouvir o jogo pela Internet.
Infelizmente com o empate de 1 x 1 o título ficou com o co-irmão, que possivelmente conquistou seu único título do ano. Comemorem gremistas, vocês merecem. Foi uma superação digna do Grêmio tradicional.
Felizmente, ainda não foi dessa vez que perdemos nossa invencibilidade em casa. Agora seguimos com nossas vidas. Nós na Libertadores da América e eles... bom... Eles podem se vestir de prenda e esperar o próximo gaúchão chegar, pq esse é o Greminho Polar, não sai daqui. hahahaha
Beijos e abraços. Amanhã tem mais.
Enllaç
Eu em Santa Coloma de Queralt, vestido para o casamento.
É isso ai, não foi erro de digitação não. :) Enllaç é a palavra catalã para "casamento". Essa era a principal atividade do dia de hoje: participar de um casório entre uma simpática catalã e um brasileiro perdido em Barcelona.
Foi muito legal conhecer os costumes do pessoal daqui. Um rápido exemplo: o buquê a noiva não joga... ela entrega pra próxima pessoa que ela acredita/deseja que vá se casar.
Bom, vou detalhar mais o casamento então... O casamento não foi em igreja, foi no "ajuntamento" (nem sei se essa é a tradução correta-dêem um desconto pro meu catalão). É uma espécie de prefeitura do pueblo. Foi realizado pelo "prefeito", e foi uma cerimônia com umas coisas bem diferentes. A primeira é que antes de encerrar a cerimônia, eles abrem pros parentes que quiserem, dizer coisas sobre o casamento e os noivos. O parente vai até a mesa, fica virado de frente pra eles e discursa. Bem bacana. Outra coisa legal: aqui se incentiva muito a música desde cedo, nas crianças. Eles estudam música erudita desde bem pequenos, pelo que o Jordi (irmão da noiva) me disse. Quem tocou no casamento foram os sobrinhos dela. Dois violonistas (de uns 7-10 anos e uma flautista transversa, de uns 11-12). A noiva estava linda, usando um vestido azul, bem simples até, mas muito muito bonito. Na saída, as crianças jogam arroz (isso deve ser universal, não?). Bom, finita a cerimônia, veio a festança. Atravessa-se a mini rua do pueblo e temos um belo salão de baile, com uma decoração simplinha, mas muito simpática.
Descobri que ia ser festança no momento que soube da hora em que o casamento começaria... meio dia! Bom, eles são super pontuais, mas adoram almoçar as 2 da tarde. Aliás, ainda não comentei isso, mas aqui nada funciona entre 2 e 5 da tarde. Impressionante. Os caras se recusam a trabalhar nesse horario. Enfim... duas horas começou o almoço. Não preciso dizer que foi uma surpresa atras da outra. Vou copiar aqui o cardápio que estava em cima da mesa:
Menú
- Entremesos selectes
- "Xuletó" de vedella a la brasa amb guarnició d'escalivada
- Pastís Nupcial de Masini
Bom, resumindo... Não entendi porra nenhuma e fui na expectativa. Os tais dos entremesos, ou a entrada, já seriam uma refição por si só: abacaxi recheado com camarão ao molho doce feito com creme de leite, uma espécie de empada feita de queijo tipo requeijão e nozes (salgada), salames, mortadelas e um tipo de queijo de porco, meio melão e um tomate recheado com atum e anchova. Tá pra ti??!? Cara, tudo muito bom. Me embuchei. E ainda tinha o tal "Xuletó".
Ai me vem uma chuleta de gado de uns 600 gramas, acompanhada de pimentão em conserva (pq nunca pensei nisso antes?!?!), batatas, tomate cozido e alcachofra (que parece ser bem comum por aqui). Pelamordedeus. Triii bom. Junto com isso, muita Cava (o jeito carinhoso que eles batizaram o champagne feito por eles - manjas Freixenet?!? É feita aqui. E os catalãos me disseram que nem acham ela o bicho!), vinho tinto e branco e licores. Matou a pau.
Depois desse rango todo, apresentação da banda do noivo, que toca música brasileira. Ahh ... o pessoal adora. Canta garota de ipanema em coro. Uma loucura. Aliás, o pessoal tri na boa na tal festa. Eu era uma das únicas 4 pessoas de gravata (os outros eram autoridades, como o prefeito). Além de ser na boa pra se vestir (homens e mulheres), ainda são na boa pra tudo. Tri festeiros. As mulheres não usam maquiagem, nem unhas pintadas, nada... Estranho...
Bom, depois disso, teve uma apresentação da professora de flamenco da noiva. Impressionante. Todas que já vi até hoje no Brasil, pareciam caricaturas. Que coisa... Super simples, mas lindo. A postura da mocinha, um capítulo a parte. Volta a banda ao palco e a festa come frouxa. Lá pelas 8 e pouco da noite, o pessoal começa a deixar a festa. No encerramento, ainda toquei bateria (o titular já tinha largado de mão, não podia perder a chance de fazer minha primeira turnê no exterior, ahahahaha).
Muito bacana mesmo. Valeu a experiência. O casório foi num pueblo perto de Tarragona. Chama-se Les Pilles e é muito bacana. Esses pueblos são um capítulo a parte na minha viagem. Conheci dois hoje. São muito antigos e quando se entra neles, se volta pra uma época medieval, muito legal mesmo.
Outro capítulo a parte é o tal Mont Serrat. Lindão mesmo.
A Catalunya é cheia de peculiaridades... Na volta vou ter muitas fotos pra provar isso que estou dizendo.
Já estou acostumando o ouvido ao catalão e a língua parece, finalmente, começar a ter lógica pra mim.
Bom, por enquanto era isso. Amanhã tento postar mais novidades.
Saturday, April 08, 2006
Passeando por Barcelona
No caminho pro Bairro Gótico, passamos pelo Raval, um bairro que fica ao sul das Ramblas. Lá tem coisas fantásticas como Museu d'Art Contemporani. O Raval é um bairro cheio de imigrantes. A gente passa na rua por um monte de etnias diferentes... é cheinho de paquistaneses, aliás.
E por falar em prédios lindos, passamos hoje também pelo Palau de la Música Catalana, um prédio que é simplesmente maravilhoso.
Como todo mundo que viaja prum lugar onde nao manja a lingua local, meus desacertos com o castelhano e o catalao comecam a se amenizar.
Hoje já fui ao supermercado e comprei coisas sem problema nenhum. Tambem já nao tenho mais problemas para entender a Marta, minha anfitria e noiva do casorio que vou amanha.
Ainda to louco pra ver alguma coisa do Gaudí de pertinho, mas ainda nao foi hoje. Como amanha tenho casorio o dia inteiro, pretendo fazer alguma coisa desse tipo no domingo.
Tenho que fazer um agradecimento especial a minha grande e querida amiga Cari, que me emprestou um Guia Visual da Folha que ta salvando minha vida por terras espanholas. E pedir minhas desculpas públicas por ter me esquecido de incluir o email dela na lista de pessoas pra quem avisei desse blog.
Por hoje já me alonguei demais, eu acho.
Beijos e abracos!!
... e comentem!
Friday, April 07, 2006
Ahora, em terras espanholas...
Atravessei a Espanha de trem, o que por si só já é uma experiencia unica. O interior da Espanha tem paisagens lindas.
Cheguei aqui as 22:00 e, depois de 2 linhas de metro, desci na estacao Rocafort. Em Barcelona a primeira constatacao: espanhol aqui nao é prioridade. O que eles chamam de castelhano por aqui é uma coisa secundária. Catalao está nas placas, nomes de lugares, conversas entre nativos. Catalao é bem bonito de se ouvir falar. Barcelona é uma cidade linda.
Depois de chegar em casa as 22:30, ainda sai com o Marcelo (irmao da Miriam), mais um italiano e um catalao (cunhado dele). Fomos prum butequinho tomar cerveja e fazer o bota fora do Marcelo, que casa amanha. Descobri uma cerveja forte como um coice de burro, com duplo malte. Muuuuito boa. Mas fazia tempo que nao ficava alto tomando 3 long necks!!
Cheguei meio bebum, conversei com um pessoal no MSN (3 e meia da manha aqui - estou 5 horas a frente de voces no Brasil). Deixei meu relogio no horario brasileiro pra controlar o que deve estar acontecendo por ai e o que as pessoas importantes pra mim devem estar fazendo a essa hora... hehehehe
Hoje vou dar uma banda de bike por ai, pra conhecer a cidade... depois conto mais.
Abracos e beijos!!
Wednesday, April 05, 2006
Agora, em Sampa, esperando o voo
A viagem ate aqui foi tranquila, mas ainda estou loooonge da Espanha.
Depois escrevo mais...
Tuesday, April 04, 2006
Ainda em Porto Alegre
Ainda estou em Porto Alegre, mas na madrugada de amanhã, vou pra Sampa, de onde me mando pra Madrid. A ideal inicial é chegar em Madrid e ir direto para Barcelona, para o casamento do irmão da Miriam.
A princípio estou indo de trem de Madrid para Barcelona, pq não é chinelo que nem ônibus e nem tão caro quanto avião. Chegando em Barcelona, ai é que vamos traçar planos pros dias seguintes, na cidade.
Por enquanto é isso. Abraços a todos!

